Mais Esperto que o Diabo
Durante um período da minha vida, eu fazia as mesmas coisas no mesmo horário, tomava as mesmas decisões sem questionar, e acordava com a sensação de que o tempo estava passando por mim em vez de ser vivido por mim. Quando li a ideia de deriva que Napoleon Hill apresenta, nomeei algo que eu não sabia que precisava nomear: a força que mantém a gente no automático não é preguiça, é ausência de intenção.
O formato do livro, uma conversa com uma figura que representa essa acomodação, é incômodo de propósito. Hill não deixa você confortável com a ideia de viver sem direção, e esse desconforto é útil. O que ficou comigo não foi a estrutura do livro, foi a pergunta que ele planta: o que você faria de diferente hoje se soubesse que está em deriva?
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